Copywriting: como melhorar a conversão dos seus e-mails

Marketing 06/01/2022
pessoa escrevendo ao lado do computador

O e-mail marketing é uma das técnicas mais antigas no mundo das vendas. Seja como prospecção ou até mesmo como a manutenção do relacionamento com seus clientes, é uma ferramenta que funciona muito bem quando o assunto é enviar informações para seu público-alvo. 

Não à toa, é considerado como o melhor canal para receber informações de negócios e marcas por 72% dos consumidores, de acordo com a MarketingSherpa. Ainda temos uma pesquisa realizada pela Adobe, onde foi possível identificar que o e-mail marketing tem uma taxa de conversão de 69%.

Entretanto, mesmo que esse recurso esteja resistindo e se fazendo útil por tanto tempo, ele não segue necessariamente da mesma forma. Com a chegada do marketing digital, aconteceram algumas atualizações no formato dos e-mails e na forma de acessar os leitores.

Com tantas informações por todos os lados, não é difícil acreditar que alguém pode bater o olho no seu conteúdo e decidir rapidamente que não tem nenhum interesse naquilo. Às vezes isso acontece sem que uma linha só tenha sido lida, bastou o olhar para o corpo do e-mail ou até mesmo para o título. 

Por isso, é importante entender e utilizar ferramentas que vão ajudar a cativar o seu público-alvo, atrair a atenção dele para o seu material e ainda chamá-lo para a ação. 

Usar técnicas de copywriting na construção dos seus e-mails pode ser o caminho ideal para chamar mais prospects para ação e aumentar a taxa de conversão da sua empresa. Vamos entender isso melhor.

Copy, copywriting e copywriter 

No mundo das vendas e do marketing digital existem muitos termos que às vezes podem gerar confusão, principalmente para quem está tentando entender o que é o quê.

Com essas três palavras é bem simples. Copy ou copywriting são os textos criados com o objetivo de chamar o leitor para a ação. Ele é desenvolvido exatamente com a intenção de que o público realize algo, como cadastrar seus dados ou entrar em alguma comunidade, em vez de simplesmente ler o conteúdo. 

Já o copywriter é o profissional que escreve esses textos. Para ele fica a responsabilidade de elaborar as redações persuasivas, utilizando informações e argumentos condizentes com sua empresa e mercado, acrescidos de gatilhos mentais que despertem o interesse por meio das emoções. 

Fácil, não é? Então, vamos continuar!

pessoa trabalhando no computador
O copywriter é responsável por elaborar as redações persuasivas, utilizando argumentos coerentes com sua empresa e mercado.

Copywriting no e-mail marketing

Utilizar técnicas de copywriting na construção do seu e-mail marketing é uma das melhores soluções quando você percebe que seu material não está gerando muitos resultados.

Um texto bem elaborado e com objetivos claros – de persuadir seu leitor – é o caminho ideal para aumentar o retorno nas suas campanhas. Isso porque o texto deixa de ser apenas algumas informações corridas e visa chamar efetivamente seu público para ação, sem que aquela campanha seja apenas mais uma queimada de contato.

O uso dessa ferramenta possibilita que seus e-mails se destaquem na multidão de informações que chegam todos os dias. Para isso, é necessário entender bem seu conteúdo e também seu cliente, e usar os recursos corretos:

– Título interessante e chamativo

Linguagem persuasiva, próxima e em tom de conversa

– História com começo, meio e fim

Personalização e individualização do contato

Gatilhos mentais

Informações reais

Chamada para ação

 

Veja também os artigos:

Copywriting: o que é e qual a importância para o seu negócio

O que é Outbound Marketing e quais são as vantagens dessa técnica

Geração de leads: dicas práticas para empresas B2B

 

Métodos de copys para elaboração de emails 

  • Método AIDA

Sigla para atenção, interesse, desejo e ação, esse método trata de avaliar e explicar todos os processos de um comprador para chegar na tomada de decisão.

Serve como uma espécie de bússola, orientando profissionais de vendas e marketing na hora de elaborar suas estratégias. O objetivo é entender a jornada do cliente e ficar atento a cada parte do processo, para que esse não se perca no meio e fique pelo caminho, sem chegar a decisão de compra. 

Mas como colocar isso em prática? Também por etapas.

  • Atenção

A primeira parte é chamar a atenção do seu cliente ideal. Do seu público já segmentado, de acordo com a persona construída pela sua empresa. 

Esse é o momento de prospecção, a parte de “pré-venda” onde são encontrados clientes em potencial a partir de ações de marketing. Seja por meio de campanhas, ações de inbound ou outbound marketing, o importante é trazer o seu potencial cliente até você.

Se o seu perfil estiver bem segmentado, todas essas técnicas vão permitir que cheguem até você clientes que façam sentido para a sua marca.

  • Interesse

Esse é o momento de fazer quem foi até você ficar. É hora de nutrir o interesse desse lead obtido. Você informa melhor para o seu lead quem você é, o que você oferece e qual solução você tem para a dor dele.

Essa também é uma fase fundamental para filtrar seu lead e entender se ele de fato segue sendo um cliente em potencial naquele momento, se existe uma intenção de compra, algum problema que pode ser resolvido por você e pela sua oferta.

Muitas vezes, seja o lead objetivo qualificado ou não, essa etapa passa batida e só no final de muitos processos e contatos percebe-se que, mesmo interessado, aquele contato não tem a intenção – ou até mesmo a condição – da compra naquele momento. Descobrir isso o quanto antes vai ajudar tanto nas etapas de prospecção quanto de vendas.

Isso também não significa jogar aquele contato de lado, muito pelo contrário. Ele vai ser mais um dos que vão ajudar na solidificação da marca, mesmo sem, naquele momento, ser um comprador. 

  • Desejo

Quando os estímulos foram bem feitos, seu lead entende suas soluções e passa a desejá-las. Ele já entendeu quem você é e o que oferece, sabe o quanto você pode ajudá-lo, mas ainda tem algumas dúvidas. 

Essa é a hora de apresentar os diferenciais de mercado. Quais as suas principais vantagens, os benefícios que você tem para oferecer e como você pode continuar proporcionando para ele uma experiência completa.

Nesse momento, conteúdos de valor podem ajudar. Apresentar cases pode ser uma boa alternativa para solidificar tudo que você vem apresentando. 

  • Ação

Finalmente, essa é a hora de chamar seu contato para a ação. É importante saber que essa etapa não fica simplesmente nas mãos dos seus futuros clientes, você precisa incentivá-la a tomar a decisão. 

Sem ser invasivo, o necessário é direcionar o seu contato para o caminho que você quer que ele siga. A chamada para ação pode ser o preenchimento de algum formulário, o acesso a algum material ou até mesmo já o momento de compra. 

Aqui é a hora de todo o seu esforço ser recompensado, seu lead vai enfim realizar o que você espera desde o começo. 

  • Método ABA

Acrônimo para Before, After e Brigde, traduzidos como Antes, Depois e Ponte. É um modelo simples, mas efetivo.

Nele, você primeiro aponta um problema que o seu leitor tenha ou algum implementa algum desejo que sabe que ele pode vir a ter, esse é o antes.

Depois, é quando você apresenta a sua solução para resolver esse problema ou atender esse desejo.

Por último, você utiliza a ponte para mostrar como ele pode alcançar essa solução. Através do que você tem para oferecer. 

Essa é uma opção de modelos curtos, mas que funcionam bem na hora de contatar empresas, principalmente se você souber exatamente onde o calo aperta em cada área. Quais os tipos de problemas aquele mercado costuma enfrentar, como você pode ser a solução ideal para isso. 

  • Método PAS

Bem ao contrário do que o nome pode sugerir, esse modelo tem mesmo é a função de fazer barulho. As siglas significam: Problema, Agitação do Problema e Solução.

Primeiro, você aponta um problema de forma direta, sem rodeios. Isso é fundamental para o leitor não precisar ainda entender do que você está falando. Você já tocou direto na ferida dele e ele vai ficar ali por um momento, para ver o que você tem para oferecer. 

Depois, você ainda bagunça um pouco mais. Mostra que o problema existe e ele ainda pode causar outros. Como propagandas de remédios que perguntam se você não aguenta mais sentir dor e ainda te falam o que você deixa de fazer ou faz com muito esforço no dia a dia.

Por último, a sonhada solução. Você mostra como resolver aquele problema. Apresenta a sua solução e vai em busca de sanar a dor do leitor. Lembrando que: isso sempre se encerra em uma chamada para a ação.

É nisso que consistem as técnicas de copy, criar histórias para chamar atenção e finalizar com algo que induza o leitor para a realização de uma ação.

Conclusão

Nós te apresentamos alguns dos mais usados métodos de elaboração de copywriting para te ajudar a melhorar a taxa de conversão da sua empresa. O ideal a partir de agora é entender qual desses métodos funcionam melhor para o seu negócio, de acordo com o seu mercado, sua oferta e também seu público-alvo.

O fundamental é entender que todas essas técnicas visam permitir que seus visitantes ou prospects não passem despercebidos pelo seu conteúdo, se eles estão só lendo o que você escreve e indo embora, você está queimando contatos que poderiam ser valiosos. 

Entenda qual o melhor caminho e lembre-se: não deixe seu leitor sair do conteúdo sem executar uma ação!